Vi a seguinte cena:A mãezinha zelosa chegou à atendente da mercearia e disse, muito aflita:pode pesar este pedaço de melancia e depois cortar um tequinho para dar à minha filhinha que não aguenta de tanta vontade?
A filhinha deveria ter uns 5 a 6 anos. Não havia facas no guichê do caixa. A atendente teve que largar tudo e ir lá no fundo buscar a tal faca. Para não perder tempo, a mãe foi atrás dela carregando a metade da melancia e levou junto a menininha, que aliás era muito lindinha.Aquela cena, deixou-me estupefata.Qual o problema em fazer a filhinha esperar até chegar em casa para matar a vontade?Não pode ter umafrustraçãozinha de vez em quando?Ela não pode esperar que a mãe corte com uma faca limpa?Porque é quase certeza que aquela faca não estava limpa.
E, se eu me intrometesse naquele momento e dissesse – mãe!porque não espera para comer a melancia em casa?Lá você prepara com todo o cuidado e a filhinha pode comer sossegada...assim ela também aprende a ter paciência...
O que eu poderia ouvir?Mas que japonesa intrometida.Por que não cuida da sua vida etc etc...?
Ao tempo, estou lendo o livro “Infiel” da somaliana Ayaan Hirsi Ali.Ela narra algumas histórias que a avó contava, na sua infância. “Era uma vez, um casal de nômades com um bebê que foi morar numa cabana já pronta, feita de galhos fortes e coberta de esteiras recém-tecidas.Ali por perto também havia um homem estranho que à primeira vista causava boa impressão. Naquela madrugada, um bicho veio à cabana e sorrateiramente devorou a criança.Depois de algum tempo, a esposa teve outro bebê e a mesma tragédia aconteceu de novo.Quando aconteceu pela terceira vez, a mulher não se conteve e disse ao marido: - vou deixá-lo!E, assim por preguiça de lutar e procurar um lugar mais seguro, o marido perdeu os filhos e a esposa.”Nessa fábula da Somália que causa pavor às crianças,o estranho parecia simpático mas, à noite se transformava em uma hiena.Por meio desse tipo de histórias, as crianças aprendem que nem tudo é o que parecer ser e também que o caminho mais fácil nem sempre é o melhor.
Lembrei-me das fábulas mais conhecidas como o Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Os conteúdos são assustadores,mas possuem mensagens subliminares e educativas.
E, depois de toda essa salada que armei, qual a conclusão?Hoje em dia, na maioria das famílias, os pais trabalham fora e não tem como acompanhar passo a passo a educação dos rebentos. Quando estão com os filhos, alguns como os “sem-noção” procuram satisfazer todos os seus desejos (dão a melancia lá na mercearia mesmo) e algumas dessas fábulas mais conhecidas, geralmente constituídas de terror, podem ser o paradoxo e educar sinalizando que a realidade é bem mais cruel e nem todos os desejos dos pimpolhos podem ser atendidos.
A sua história é um exemplo de perseverança que emociona a todos que ficam conhecendo.Várias vezes em sua vida, deveria ter desistido de ser pianista e da música, se ouvisse os conselhos dos médicos. Mas, não desistiu...
Na plenitude como intérprete de Bach, executava 21 toques por segundo.A sua frase na palestra:Ter a disciplina de um atleta e a alma de um poeta.
E, antes da palestra, por muito tempo, eu tinha a sua imagem associada a Paulo Maluf... sem lembrar exatamente porque.
Achei no Youtubetrês filmes em sequencia,do programa do Faustão. A palestra que vi tem algo em comum com o programa. Não tinha o apresentador...he he he….
Veja os filmes abaixo, do Youtube, onde ele toca o Hino Nacional Brasileiro como no final da palestra. É maravilhoso...
Minha amiga mostrou o texto abaixo. Fiquei emocionada. Chega o final de ano. Chega o Natal. Época em que fazemos as nossas reflexões. Há tanta coisa que não vemos ...
só enxergamos essa imensa abóboda celeste... sob a qual todos nós convivemos juntos...cada um no seu mundinho... sem reparar em quem está espremendo o nariz na vidraça...
Nathaniel (ator Jamie Foxx) está no túnel, cheio de sons ensurdecedores de veículos trafegando em alta velocidade e buzinas ameaçadoras e estridentes.Quando cerra os olhos e começa a tocar os primeiros acordes do cello, nada do irritante barulho parece ter a menor importância. Nem mesmo toda a adversidade de miséria, fome, tristeza, insanidade e selvageria que consumiu muitos anos de sua vida parecia importar, diante do privilégio de ter em mãos o precioso instrumento, naquele exato momento.A partir daquele instante, só se podia ouvir a melodia da sua música sublime, majestosa eimponente...
Robert Downey Jr é o jornalista Steve Lopez que trabalha no jornal Los Angeles Times e descobre o mendigo Nathaniel. O filme também discute um tema atual.Se há futuro para jornais em papel considerando umapesquisa que diz que cada vez menos jovens lêem jornais em papel.
Com o passar do tempo, a atuação de Downey Jr está ficando cada vez melhor.
Vale a pena ver o filme, principalmente as cenas de música.
Há muito tempo, aprendi com pessoas mais experientes, como fazer o picles de verduras e legumes à moda japonesa.Se você é descendente de japonês, sabe do que estou falando.É o famoso tsukemono ou seja um tipo de picles à base de sal.
O modo tradicional é lavar as verduras e legumes, cortar em pedaços menores, jogar um punhado de sal e sobrepor um peso para fazer pressão e deixar descansar por algumas horas. Atualmente, nos mercados de produtos japoneses, são vendidos aparelhos de material plástico com molas e tampa verde que fazem, mais ou menos, o mesmo efeito do peso de outrora.
Ganhei um desses aparelhos que usei durante algum tempo mas, quebrou-se. Até cogitei em comprar um substituto. No entanto, achei uma maneira muuuuito mais fácil e rápido de fazer os tais tsukemonos (漬物 ).Hoje fiz de acelga. É só colocar todos os legumes e o sal dentro de um saco de plástico resistente e transparente e limpo de preferência. Aperte bem, como se fosse amassar o pão e o ar vai saindo todinho, ficando uma massa num vácuo. Em quinze minutos, está pronto. Como dizia a minha sobrinha Julia (quando era pequenininha): Facíssimo.
Demorei mais pra escrever aqui e enviar a foto que fazer o tsukemono. Menos de 15 minutos.
O Oriente Médio é uma região cheia de mistérios, tradições, interrogações e antagonismos. Sempre tenho vontade de conhecer e entender melhor a história desses povos.Esta obra propicia uma melhor compreensão sobre a riqueza das culturas e religiões que convivem uma ao lado da outra, há séculos e séculos, muitas vezes, num mesmo bairro de Jerusalém.
Alguns aspectos que a autora citou no livro:
ØNa cidade velha de Jerusalém convivem fiéis e edificações das três religiões (cristã, muçulmana e judaica), distribuídas em quatro quarteirões: o árabe, o armênio, o cristão e o judaico. Os judeus correspondem a mais de 65% da população de Jerusalém. O acesso à cidade é feito por sete portões.
ØJudeu é mais que um grupo religioso. É também um grupo étnico com valores culturais e históricos bem definidos.
ØDentre os judeus há uns seculares, outros reformistas, há os sabras (nascidos em Israel), os haredim (ultraortodoxos), os hassidim, o grupo naturei karta, os mizrahim e também os falashas...
Øna Bíblia consta que Abraão teve dois filhos, Ismael (o primogênito, fruto da relação extraconjugal com a escrava Hagar) e Isaque (seu nascimento foi anunciado por um anjo e sua mãe é Sara). Ismael deu origem ao povo árabe e Isaque, ao povo judeu. Os árabes acreditam que Ismael era o filho legítimo.
ØO livro também conta histórias de muitas pessoas vindas de todas as regiões do planeta. Destaco a história de Ibrahim, muçulmano que mora em Jerusalém Oriental e está sempre com as portas abertas, aceitando quem quiser dormir e comer ali, pelo tempo que precisar.A sua família está lá desde o início do século 11. Seus pais sempre incentivaram a sua mania meio doida de ser muito hospitaleiro.
A Sabrina deixou na página 61 do livro, um recado para Felipe, um amigo português que fazia pesquisas no Jardim Botânico de Jerusalém e que ela fotografou quando ele estava sendo batizado no rio Jordão. Felipe queria mostrar a foto para a mãe (ela pegou o e-mail errado, nunca mais o viu e queria muito enviar a foto). Sabrinapede que alguém avise o gajo para entrar em contato com a Editora Leitura.
A leitura do livro foi uma prazeirosa viagem. Faltou pouco para sentir o aroma das tâmaras, amêndoas e chícaras de chá.
Nascido Jerome Charles White Jr, começou a cantar música japonesa (演歌 - enka) aos seis anos de idade e estudou o idioma japonês por todo o ensino médio e universitário. Em 2003, após graduar-se na Universidade de Pittsburgh, mudou-se para o Japão.Lá começou a participar de programas de calouro (nodojiman - のど自慢) indo atrás do sonho de se tornar artista por causa da influência da sua avó japonesa Takiko (de Yokohama) que conheceu o seu avô, um soldado afro-americano, na II Guerra.Eles se casaram e tiveram uma filha, Harumi.A sua avó japonesa faleceu em 2005, antes de ver Jero se tornar um cantor famoso no Japão.
Veja no Youtube,Jero participando de um programa tipo “qual é a música” onde ele conhece todase sabe também as letras (pelo menos o começo), como um verdadeiro japonês.
Li o blog do Zeca Camargo (de 27/10/2009), apresentador do Fantástico que comenta que é favorável a“reality show” de drogados e que a MTV americana decidiu mostrar a realidade do DJ AM (pessoa famosa da noite novaiorquina) ex-viciado que queria ajudar pessoas e dizia que estava limpo e no entanto, morreu por overdose.
Ao final de todo o texto (longo) o apresentador diz:“eu quero ver diferente, ler diferente, ouvir diferente, entender diferente”.Senti-me uma pessoa chata e ultrapassada porque essa é a questão espinhosa que inquieta a grande maioria das pessoas.A necessidade por buscar sensações diferentes,a todo o momento e não contentar-se com a mesmice ou a pasmaceira.
Vou pegar em alguma veia (ou artéria) de alguém mas, muitas pessoas têm alguma insatisfação com a vida que leva e precisa compensá-la, buscando incessantemente por diversidades... Algumas pessoas não conseguem ter paciência (我慢 できない - gaman dekinai, em japonês).
E, algumas pessoas que não suportam apropriadamente as insatisfações, procuram artifícios químicos (drogas ou bebidas) para mascarar uma satisfação temporária...
Leia o texto do Zeca, na íntegra, pelo atalho abaixo.O blog tem muita coisa bacana também.
我 (ga) tradução mais ou menos literal – eu, min, nós
慢(man) tradução mais ou menos literal – devagar, ridículo, preguiçoso
Gaman pode ser traduzido literalmente como, não fazer prevalecer o“eu”. Nos dicionários constam como resistir, ter paciência, ser tolerante, ter auto-controle.
Li um texto de Fred D’Orey na revista “Fluir”, onde ele dizia que não há mais espaço para surpresas em nada do que fazemos, por conta da internet. Os surfistas que buscam pegar a melhor onda, na melhor praia e no melhor momento, procurariam o site correto e tudo estaria lá e que nós deveríamos dividir o tempo entreAI (antes da internet) e DI (depois da internet).
Na realidade, não é a internet que propiciou tudo isso mas, as ferramentas de busca que todos nós estamos carecas em conhecer.
O autor acima complementa que antigamente éramos mais índios e usávamos ferramentas mais selvagens para procurar todas as respostas.
Lembrei-me das minhas últimas jornadas. Quando queremos ir à alguma região desconhecida, temos procuradodetalhes, fotos, dicas, qual a melhor hora ou “não faça isso” por meio daquelas famosas ferramentas de busca e as viagens têm sido realmente satisfatórias.
Refletindo um pouco, ouço uma voz interior que ressoa tonitruante:“virá um tempo de escassez de surpresas inesquecíveis... Nas sonhadas viagens imperdíveis, veremos somente constatações de folhas e mais folhas de páginas de internet previamente impressas...”
Felizmente nem todos utilizam essas tais ferramentas e sempre há alguma criatura com um Cristóvão Colombo ou índio dentro de si para realizar brilhantes descobertas do tipo um “novo caminho para as Índias”.
Ei você, que está sentadinho aí (às vezes, desconfortavelmente), flanando no computador e no íntimo, está pensando: Vou ficar só mais um pouquinho, chega de internet por hoje! Preciso ler um bom livro! Tenho que me exercitar (suar a camisa) ou então, tenho que fazer algo útil!
Faça o "algo útil" ou seja, faça testes de memória (se, ainda não fez):
(estão escritos em inglês)
.
Teste 1 - reconhecer rostos de pessoas desconhecidas.
Peguei na locadora, dois filmes de uma só vez: "O Clube de Leitura da Jane Austen", onde seis pessoas discutem os seus livros e "Amor e Inocência" que retrata uma fase da sua vida. Para quem é sua super fã, é um prato cheio (saboroso). Para quem é romântico(a) e nunca viu nada de Jane Austen, vale a pena ler os livros e também ver os filmes. Li três romances, Razão e Sensibilidade (não gostei muito, talvez, por causa da tradução antiga), Orgulho e Preconceito (melhor de todos e guardei muitas frases de Elizabeth Bennet) e Persuasão (bom). Não li, Mansfield Park, Emma e A Abadia de Northanger.
Acredito que quase todos os romances foram filmados e destaco: a mini-série Orgulho e Preconceito (passou várias vezes no Peope&Arts), é a melhor de todas e tem o ator Colin Firth como Mr Darcy, que é único e inesquecível. Tanto que ele é Darcy também, no filme da Bridget Jones. Dos filmes, o melhor é Razão e Sensibilidade, com Emma Thompson e Kate Winslet. Fugindo à regra, o filme é melhor que o livro. Comprei esse filme e toda a vez que vejo a cena em que Eleonor (Emma T.) descobre que Edward Ferrars (Hugh Grant) não havia se casado, assim como para a personagem, lágrimas irrompem-se nos meus olhos... e a cada vez, o meu marido olha, incrédulo e pensa - de novo? como é possível? O filme Persuasão também tem uma cena muito boa, quando o Capitão Wentworth (Ciaran Hinds) escreve uma bela carta, discretamente como se escrevesse uma lista de compras e sem que os amigos percebessem, para Anne Elliot (Amanda Root) e quando ela lê, descobre que o grande amor de sua vida ainda está lá, à espera de apenas um pequeno gesto seu.... Em todos esses filmes, nada de beijo, só na imaginação.
Veja no link abaixo, mais sobre os livros (pode baixá-los e ler em inglês):
obs. após escrever este post, resolvi olhar atentamente o site acima. Descubro que todos os romances já viraram filmes ou mini-séries e Orgulho e Preconceito tem oito versões.
É um filme norueguês e estava passando,em uma única sessão diária, num cinema de Curitiba.Conta uma história de um maquinista de trem que está se aposentando.O que mais chamou a atenção no filme todo,é o cenário lúgubre, soturno, sombrio e cinzento do inverno na Noruega.
Uma sucessão de dias e noites na penumbra que até incomodou a minha visão.
Num certo momento diziam ao Horten:Está um lindo dia para sair por aí... (o dia era como noite).
Naquela sessão, havia cerca de 10 pessoas e... algumas saíram antes de acabar porque era inquietante descortinar as particularidades da película no meio daquela imensa escuridão.
Na saída, resolvi arriscar e perguntar ao porteiro, sem medo de me sentir estupidamente idiota:
-O senhor sabe dizer se esse filme é assim mesmo, meio escuro?
O porteiro respondeu:
-Ah! Já chamamos o técnico, o projetor está com problemas e precisa ser regulado
Ufa! Era defeito mesmo. Em 2008, este filme foi o escolhido para concorrer ao Oscar pela Noruega e também foi selecionado para o Festival de Cannes.
E, algumas pessoas foram embora pensando que na Noruega, economizam, extremamente, a conta de luz!
E, ontem ouvi dizer que cancelaram as programações daquela sala de cinema por conta do projetor com defeito.
Faça terapia e fique muito “zen” fazendo uma salada crua de couve-manteiga (não dá para ser em dias muito corridos....)
Nunca havia dado alguma importância ao “ato de cortar couve-manteiga” até que resolvi analisá-lo.Necessário, muita concentração para que o resultado seja satisfatório.
As etapas são:
Pegar o maço de couve-manteiga, analisar folha por folha, cortar os talos e retirar as partes que estão ressecadas, amareladas ou com manchinhas pretas.
lavar bem ( incluo a tábua de cortar, a faca etc)
juntar todas as folhas fazendo um rolo
a faca deve estar respeitosamente afiada
vagarosamente cortar muito, muito fino, todo o rolo
terminado o corte, apreciar por uns milésimos de segundo, as tirinhas de couve bem fininhas...
é satisfação total...depois é só temperar muito bem e saborear...
Tudo isso tem que ser feito ao som de músicas que você gosta. Ouço Nina Simone (My Baby Just Cares for Me), Mercedes Sosa (Alfonsina Y el Mar), Diana Krall (S Wonderful), Dulce Pontes(Fado Mãe), Françoise Hardy (L'Amitié), Carla Bruni(L'Excessive), Marisa Monte(Vilarejo), Astrid Gilberto (Make Love to Me),não só mulheres, mas também Chico Buarque(Xote da Navegação), Almir Sater (Um Violeiro Toca), Eric Clapton(Layla)...
Esse tipo de atividade é ótimo para o seu bolso e sua saúde. Você economiza em calmantes e muitas sessões de terapia para descobrir qual o nosso real objetivo para viver neste mundo atual (????).
obs. de vez em quando dou um tempo às músicas okinawanas...